30 agosto 2012

A mãe que eu queria ser e a mãe que eu sou

A mãe que eu queria ser e a mãe que eu sou certas vezes entram em confronto.

A mãe que eu queria ser não abre mão de um tempo integral para os filhos. Ela tem dificuldade em delegar alguns cuidados e em confiar em outras pessoas. Pensa que só ela é capaz de suprir todas as necessidades de seus meninos, pensa que tem super poderes e que não precisa de ninguém. Mas que prepotente!

Por sua vez, a mãe que eu sou está cansada de tentar ser 100% em 100% do tempo. Ela é humana - ao passo que a outra vive apenas no meu imaginário - e por isso não consegue estar em todos os lugares e fazer todas as coisas sozinhas. Enquanto cuida de um filho, "terceiriza" o outro, e ainda por cima fecha os olhos para alguns detalhes que acabam acontecendo no dia-a-dia.

Mas se a mãe que eu queria ser vê essas pequenas "falhas", o conflito aparece! Como pode uma mãe não querer brincar com seu próprio filho? Como uma mãe tem coragem de deixar seu filho acordado no berço, esperando que ele adormeça sozinho? E ainda, como é que ela consegue deixar o filho algumas horas com a empregada e sair descansada? A mãe que eu queria ser não admite pitacos em relação a educação, alimentação, vestuário, horário, rotinas, nada nadinha. Ela também não lida muito bem com as críticas. As vezes nem é com ela, mas a 'doidinha', mesmo assim, toma tudo para si!

E quando ela pira e é obrigada a sair de cena, a mãe que eu sou relaxa e procura gerenciar pensamentos do gênero: "É só por hoje", "Que mal tem?", "O que isso realmente vai afetar na vida deles?" e assim, ela consegue dormir numa semi-paz. A mãe que eu sou está ficando cada vez mais esperta. Agora, com o segundo filho, tem se mostrado mais forte, mais destemida, enfrentando cara a cara a outra mãe, a dona perfeitinha, que não aceita uma quebra de rotina, um dia sem tomar banho e uma tarde inteira longe de casa.

Tem dias, inclusive, que ela tem certeza absoluta de que o segundinho vai sair ganhando tendo uma mãe pouco mais despojada daquela que teve o seu irmão. Ela pensa estar fazendo melhor agora, estimulando a independência do pequeno. Mas aí vem "a outra" e manda toda a certeza para o beleléu...

É difícil, minha gente, é difícil...
Entre uma e outra, há de amadurecer uma nova mãe, um mix, quem sabe, entre as aspirações mais belas de uma e as reais possibilidades de execução da outra. Um conceito suportável para aquelas pessoas assim como eu, resistentes as limitações do ser humano: a mãe suficientemente boa.

Parece confortável, acolhedor e, "suficientemente", justo para todos os envolvidos.-

8 comentários:

  1. Ai Ju, isso é tão normal. Não se cobre tanto amiga! Vc é ótima com eles e todo mundo diz que no segundo filho a gente é menos neurótica mesmo...kkk..sorte do Miguel...acho que tem que aproveitar o tempo mais com vc mesma tbm, aí pára de pensar um pouco no que fez de certo ou de errado....beijos

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  2. Ai Ju nem me fala, estes conflitos acredito ser de todas as mães, criamos uma "mãe romantizada" que sempre vai ser 100% para os filhos e que nunca se estressa, que sabe administrar a casa e os filhos como ninguém, aquelas bem de propaganda de margarina mesmo. Mas a vida não é bem assim. Eu tbm muitas vezes me pego chorando por não conseguir ser bem a mãe que sempre sonhei. Ai que dilema...
    Beijos!

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  3. Oi!
    Ser mãe é viver mesmo num conflito interno constantemente.
    Eu sou mãe de primeira viagem e já estou sentindo isso na pele...hahaha.. imagino você com 2.
    Mas no fim tudo dá certo..
    Bjs!!

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  4. Amiga vamos tratar de chamar logo a Juliana Mix pra chegar e ficar!!
    Vai ser bom pra todo mundo. Mãe é sempre tão carregada de culpas e medos, que não precisamos ficar nos martirizando ainda mais!
    Aqui faço vista grossa pra muita coisa tbm, e vou deixando as neuras beeeem longe!

    beijos
    Vamos fazer uma camapanha nas mídias sociais? #vemjulianamix
    hahahaha

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  5. Ju, agente se cobra demais. Nem me fale. E olha que eu vou pirar quando tiver o bb aqui conosco. Importa-se com seu amor, com as tentativas erros e acertos. E sempre ir buscando, tentando. Você é uma maezona!!! Cris

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  6. Jujuba, dá cá um abraço! Eu te entendo, mesmo sendo eu mãe só de 1. Eu vejo sim um amadurecimento em vc, destacado de várias formas nesse texto: por suas constatações de que está mais desencanada e até mais segura com Miguel do que foi com Lucas, por perceber que é impossível ser 100% o tempo todo, por assumir que é humana... É difícil sim, tenho certeza. Mas vc é uma mãe muito dedicada e, cada vez mais, questionadora! Questiona como as coisas estão e como podem melhorar - pra vc e para sua família.
    Portanto, aproveite esses momentos de questionamento para refletir sobre sua maternidade e família, veja o quanto vcs conquistaram, o quanto representam um para o outro! Eu tenho orgulho de vc viu Ju. E saudades tb!
    bjo grande!

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  7. Relaxa Jú, tenho certeza de que vc é uma mãe maravilhosa, dedicada e esforçada!!! seus filhotes tem sorte de ter uma mãe assim!!! bjão!!

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